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PNAD 2013 : TV DIGITAL ABERTA SUPERA A TV PAGA EM ACESSO NOS LARES BRASILEIROS

Written By AZDIGITAL on domingo, 3 de maio de 2015 | 19:13

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A discussão em torno da TV aberta digital - e a exigência dos conversores - ganhou mais um capítulo com a divulgação nesta quarta-feira, 29/04, da PNAD 2013 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, pelo IBGE. O levantamento constatou que nos 63,3 milhões de domicílios com televisão (97,2% do total), foram contabilizados 103,3 milhões de aparelhos, sendo 38,4% (39,7 milhões) de tela fina e 61,6% (63,7 milhões) de tubo. 


O estudo mostra ainda que, em 2013, entre os domicílios com TV, 31,2% recebiam sinal digital de TV aberta, enquanto a antena parabólica, estava presente em 38,4% dos domicílios com televisão, com maior proporção nas áreas rurais (78,3%) e nos domicílios com menor renda (48,8% dos domicílios sem rendimento a ¼ do salário mínimo). Já a TV por assinatura era mais comum nas áreas urbanas (33,2%), com maior renda (74,9% dos domicílios com mais de cinco salários mínimos).
O PNAD 2013 observou ainda, que 35,4% dos domicílios com televisão não possuíam recepção de sinal digital de televisão aberta, mas contavam com pelo menos uma modalidade alternativa de acesso a transmissões: 25,5% tinham somente recepção de sinal de televisão por antena parabólica, 7,5% tinham somente televisão por assinatura e 2,4% tinham antena parabólica e televisão por assinatura.
Na região Sudeste (40,1% ou 11,2 milhões) e nas áreas urbanas (33,2% ou 18,2 milhões) estavam as maiores proporções de acesso à televisão por assinatura. O PNAD 2013 apurou que televisão por assinatura predominava nos domicílios com maiores rendimentos domiciliares per capita, estando presente em 74,9% dos domicílios cujo rendimento era maior que cinco salários mínimos. Já a proporção de domicílios com antena parabólica era maior nas áreas rurais (78,3% ou 6,7 milhões) e dentre os domicílios com menores rendimentos, estando presente em 48,8% dos domicílios sem rendimento a ¼ do salário mínimo. Esse tipo de acesso foi maior no Nordeste (50,7% ou 8,3 milhões).
O levantamento apura ainda que, há dois anos, mais da metade dos brasileiros continuava sem acesso à Internet. O levantamento do IBGE apurou que 49,4% da população de 10 anos ou mais de idade (85,6 milhões de pessoas) tinham se conectado à Internet e 48,0% (31,2 milhões) dos domicílios possuíam acesso à Internet.
O microcomputador foi o principal meio de acesso à Internet nos domicílios (88,4%), mas o acesso via telefone móvel celular estava presente em 53,6% dos domicílios, enquanto o tablet em 17,2% deles. A banda larga estava presente em 97,7% (30,5 milhões) dos domicílios com Internet, sendo que 77,1% (24,1 milhões) conectavam-se em banda larga fixa e 43,5% (13,6 milhões) em banda larga móvel.


A utilização da Internet era mais frequente entre os jovens de 15 a 17 anos (75,7%) e crescia com a escolaridade, variando de 5,4%, na população sem instrução ou com menos de um ano de estudo, até 89,8%, entre as pessoas com 15 anos ou mais de estudo. A proporção de pessoas que acessavam era crescente conforme a renda, ultrapassando os 50% a partir da classe de um a dois salários mínimos.

Em 2013, quase um quarto da população brasileira (24,8%) não tinha telefone celular, embora o percentual de pessoas com celular tenha avançado 131,4%, desde 2005. A ausência do celular foi observada, geralmente, entre as pessoas com os menores rendimentos (50,9% na faixa de rendimento per capita até ¼ do salário mínimo), baixa escolaridade (60,2% das pessoas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo) , trabalhadores agrícolas (48,9%).

O PNAD constatou ainda que, em 2013, 85,6 milhões de pessoas de dez anos ou mais (49,4%) utilizaram a Internet através de diversos equipamentos (microcomputador, telefone móvel celular, tablet e outros), pelo menos uma vez, nos três meses que antecederam à data de referência da pesquisa. Quando se considera a utilização por meio de microcomputador, este contingente foi de 78,3 milhões de pessoas (45,3%). Em 2013, 7,2 milhões de pessoas (4,1%) acessaram a Internet apenas por meio de outros dispositivos, sendo que na região Norte, esse percentual foi de 8,7% (1,2 milhão de pessoas).














Em 2013, 53,6% dos domicílios se conectaram à Internet pelo celular

Em relação aos domicílios, 48,0% deles (31,2 milhões) tinham acesso à Internet, sendo que 42,4% (13,2 milhões) acessavam somente através do microcomputador e 3,6 milhões (11,6%) apenas por outros equipamentos. O microcomputador foi o principal meio de acesso à Internet, utilizado em 88,4% dos domicílios com acesso. O telefone celular foi declarado por 53,6% e 17,2% disseram usar o tablet. A região Norte apresentou o maior percentual de domicílios que utilizavam o telefone móvel para o acesso à Internet (75,4%), superando o acesso através do microcomputador (64,8%).

O acesso à Internet feito exclusivamente pelo telefone móvel celular ou tablet superou o microcomputador em Sergipe (28,9% por telefone celular/tablet versus 19,3% por computador), Pará (41,2% versus 17,3%), Roraima (32,0% versus 17,2%), Amapá (43,0% versus 11,9%) e Amazonas (39,6% versus 11,1%), embora a utilização do microcomputador como único equipamento para o acesso à Internet tenha prevalecido na maioria das unidades da federação. Rondônia apresentou o maior percentual de acesso exclusivo via microcomputador (61,1%), enquanto que Santa Catarina teve a menor proporção de acesso exclusivo através de telefone móvel celular ou tablet (5,0%). Observa-se, ainda, que 7,1 milhões (10,8% do total) de domicílios possuíam tablet, sendo que mais da metade (3,9 milhões) estava no Sudeste e 278 mil no Norte, representando, respectivamente, 13,8% e 5,9% dos domicílios das regiões.












Na região Norte, 73,5% dos domicílios se conectavam via banda larga móvel

Em 2013, apenas 2,3% (725 mil) dos domicílios com Internet possuíam exclusivamente a conexão discada. A banda larga estava presente em 97,7% (30,5 milhões), sendo que, destes, 77,1% (24,1 milhões) conectavam-se em banda larga fixa e 43,5% (13,6 milhões) em banda larga móvel. Em 23,0% (7,2 milhões) dos domicílios existiam as duas modalidades de conexão.

Na região Norte, a conexão através de banda larga móvel atingia 73,5% dos domicílios, contra 47,1% que se conectavam via banda larga fixa. Nas demais grandes regiões, a conexão pela rede fixa ultrapassava a móvel. No Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, a rede móvel era superior a 80%, enquanto no Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo e Paraná, a rede fixa atingia esse patamar.

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